
Recebi das mãos de um comerciante local, uma carta contendo denúncias sérias sobre a atual administração. Segundo o comerciante, esta carta lhe chegou às mãos através dos correios e muitos outros comerciantes também a receberam. A carta intitulada “Pombos pede socorro”, relata fatos, faz referências a nomes, datas, lugares, valores... Só que ninguém a assina.
Sou a favor do anonimato como exercício da manifestação de pensamento, só que de forma responsável para que não se torne fonte de insegurança social. A veiculação de informações inverídicas inevitavelmente gera danos morais e patrimoniais às pessoas ou instituições referidas.
Achar é um direito que todos tem, opinar sobre fatos e externar suas opiniões, também, pois não podemos admitir regimes ditatoriais que nos imponham mordaças, nos façam calar a boca, todos devem se manifestar sim, como eu estou fazendo agora utilizando este espaço. Porém o que não deve ser feito é delatar fatos não comprovados, tendo como base o achismo ou o passado mal conduzido de alguém. Quero deixar claro para todos que devemos separar o que é opinião ou achismo, do que é verdade. Quem espalha conceitos venenosos sobre os outros, em minha opinião, é possuidor de moral comprometida. Se os fatos relatados na carta que chegou às minhas mãos são verdadeiros, que o autor denuncie aos órgãos competentes para que possam ser investigados e comprovados, ou não.
O §4, do art. 7°, da lei de imprensa, trata exatamente disto: “No exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação, não é permitido o anonimato. Será, no entanto, assegurado e respeitado o sigilo quanto às fontes ou origem de informações recebidas ou recolhidas por jornalistas, rádio repórteres ou comentaristas”. Portanto, meus amigos, é fácil imaginar que esse direito exercido irresponsavelmente pode tornar-se uma fonte de insegurança e dor de cabeça pra muita gente. Enfim, a lei proíbe o escrito anônimo, mas quem informa tem o direito de manter-se no anonimato. Trocando em miúdos, eu não posso relatar o que tem escrito nesta carta, pois seria responsabilizada diretamente por isto, porém quem me deu a carta está confiante por saber que nem em juízo, seu nome será delatado. Só a ele a constituição assegura o anonimato.
O que há de verdade nesta carta? Nada posso lhes responder quanto a isto. Fala-se aqui, acolá. Junta-se os retalhos para a confecção de uma grande colcha que só o tempo nos dará a conclusão. Coisas erradas acontecem em todas as administrações públicas do país, estamos completamente à deriva no cenário político nacional, destacar Pombos, como vilão entre os demais não seria justo, vamos deixar apenas que seja mais um entre tantos, vamos ficar de olhos abertos para antes de denunciar, comprovar.
Vamos dar uma oportunidade ao município, vamos deixar que a prefeita tenha um contexto exato de tudo que a cerca antes de crucificá-la. Eu acredito nela, tenho ressalvas quanto ao seu secretariado, mais como diz minha mãe: pelo santo se beija o altar...
Para concluir, vou citar Rui Barbosa: “Se o Brasil for condenado, pelos meus representantes, a continuar a ser, diante do mundo, a fábula dos países miseráveis, risíveis e desprezíveis, não será porque eu não tenha exercido as minhas forças em bradar à nossa pátria.”
OBS: Troquem BRASIL por POMBOS e PAÍS por cidade. Eis aí minha opinião formal sobre o caso.
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