Morar em Pombos tem mexido um pouco com velhas lembranças guardadas tão carinhosamente na memória, o baú das recordações foi aberto e vez ou outra, inusitadamente esbarro com momentos atuais tão semelhantes aos de outrora que é impossível não reviver o passado vivendo o presente...
Lembro quando morávamos em Água Branca e estudávamos no Onze de Dezembro, caminhávamos por uma hora expostos ao sol do meio dia no verão e da chuva forte no inverno. Ora a poeira, ora a lama, fazia com que viéssemos do sítio calçadas de sandálias havaianas (nesta época eram sandálias de pobre), os sapatos vulcabrás ítem obrigatório para completar o fardamento, vinha na mão para não se sujar. No rio Tapacurá, na época ainda não vitimado por tanta poluição, lavávamos os pés, calçávamos os sapatos, escondíamos as sandálias no mato e íamos pra escola, lânguidas e faceiras. Tal qual fazemos agora, quando vamos pra algum evento na quadra poliesportiva, impossível chegar lá com sapatos de salto ou qualquer calçado que não tenha boa estabilidade, pois a poeira ou a lama nos impede o acesso com pés dignamente apresentáveis. Para quem vai de carro o aconselhável é uma revisão antes e depois, sem contar que o veículo precisa de uma boa lavagem no dia seguinte, exceto para os amantes de rali...
Que falta faz o rio, onde não se pode mais lavar os pés! E falta faz também as velhas havaianas que já não podem ser escondidas no mato, pelo preço delas quem as tem, esconde em casa com medo de ladrões. Velhos tempos, repetidos hoje, com conotações completamente opostas e que não deixará nenhum resquício de saudades para o amanhã.
Marí!!!
ResponderExcluirEntre na moda rsrsrs use galochas kkkk (o nome chiq das velhas botas de plastico, kkkk elas ganharam estampas e uma melhoradinha) o povo dai adora uma novidade, e elas geralmente são carrisimas. ENTÃO VC VAI SER PIONEIRA NA MODA AI RSRSRS.
Como já não temos club Municipal, todos os eventos são na quadra, será que ninguem percebe o quanto e desconfortavel.