
Isto é um dito popular que ouvi muitas vezes pela vida afora. Nunca parei para analizar seu contexto nem onde ele se encaixava... esta semana encontrei um amigo de infância que há muito não o via e conversando ele me disse: Estou tão indignado, tão enojado com a classe política que não leio mais jornais nem assisto noticiários, faço de conta que nada disso me atinge, que nada tenho a ver com isso, vivo com um brutal sentimento de impotência e fracasso...
Respondi pra meu amigo que sou igual a Dom Quixote, aquela figura do sonhador cujo sonho nunca se realiza e que se acostuma em viver de fantasia. Não esqueço o pragmatismo de Sancho Pança, que só acompanhou o herói de Cervantes, por que lhe foi prometida uma ilha e é quem melhor traça o perfil do ser humano de todas as épocas: o interesse pessoal sobrepondo-se à vontade coletiva, sempre subordinada a ousadia dos que escolhem o caminho do crime na política e comandam a nação.
Faço parte de uma minoria inconformada que resiste por que acredita em um mundo melhor e em seres humanos melhores, capazes de combater as injustiças sociais, os privilégios que criam cidadãos de primeira e segunda classe, a violência urbana e a introdução das drogas nos lares, corrompendo nossos filhos e netos. Eu não só acredito em mudanças, luto por elas do meu jeito, devagar, sempre na esperança de ver um mundo melhor. Sonho com um novo tempo, onde possamos assistir noticiários e ler jornais sem a vergonha de nossa omissão e covardia, sem censura a nós mesmos, com a lucidez e o orgulho de pertencer a um povo que se respeita, saber que não faz parte da minoria analfabeta política e medíocre que só legisla em causa própria. Tudo isso pode ser utópico, mais continuo acreditando no fim das injustiças no mundo, que nada mais são do que ervas daninhas a tentar corromper o bom, o justo e o certo.
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