

Marco Antônio Barreto parece que não gosta de trabalhador nem de trabalhar, pois só apresentou 2 projetos desde que foi eleito
O Ministério Público Federal ingressou com denúncia contra o deputado estadual pernambucano Marco Antônio Barreto (esse eu juro que nunca ouvi falar) por “falsificação de documento público e frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, mediante fraude”. O Tribunal Regional Federal da 5.ª Região aceitou a denúncia contra o parlamentar do PMN.
Segundo o MPF, o deputado é dono do Engenho Vida Nova, em Água Preta. Só que parece que o nobre político não é muito chegado a assinar a carteira de trabalho dos empregados. Aí usava um “gato” (aliciador de bóias-frias) para driblar a legislação.
E não é só.
Na hora de pagar o povo, o deputado roubava na medida. É que no corte da cana se costuma pagar por “braça” (equivalente a 2,2 metros). Mas, segundo a denúncia, ele roubava 10 centímetros de cada braçada. “Ou seja, os empregados precisavam produzir 2,3 metros para receber o que tinham direito por 2,2 metros”, alega o MPF.
Os empregados também não tinham acesso a equipamentos de proteção individual, trabalhavam descalços, sem medicamentos ou material de primeiros socorros, sem local adequado para fazer as refeições nem as necessidades fisiológicas, não lhes era fornecida água potável, eram transportados sem condições mínimas de segurança e não recebiam as ferramentas necessárias à realização do trabalho.
Marco Antônio Barreto também não parece ser muito chegado às condições de trabalho na Assembleia Legislativa. Desde que foi eleito, o líder da imensa bancada do PMN (ele mais um) só apresentou dois projetos. Um que aumenta de dois para quatro anos a validade da carteira de deficiente físico (em tramitação) e outro que requer poltronas especiais para obesos em espaços públicos (esse, rejeitado).
Se condenado (eu falei “se”), o deputado pode receber pena de reclusão de um a oito anos, mais multa.
Autor: Marco Bahé (Blog Acerto de Contas)
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