quinta-feira, 4 de junho de 2009

O FORRÓ PÉ DE SERRA E OS FILHOS DE VITOR


Mais uma vez volto a falar sobre esta banda que está fazendo história. Não é porquê minha família e a família de Vitor tem uma relação de amizade há mais de setenta anos que falo deles, é por que eles são profissionais de primeira linha que só precisam de um empurrãozinho para decolarem. A matéria prima do sucesso para qualquer artista é o seu público. E o público deles somos nós, nordestinos. Neste São João eles estão com a agenda cheia, mais nós precisamos estar presente nestas apresentações, valorizar o trabalho deles.
Há uma grande necessidade de resgatar a cultura do Nordeste, restaurar as raízes, sendo o forró pé de serra nossa maior riqueza cultural junto com o frevo. Temos grandes forrozeiros conteporâneos representando nosso estado, reconhecidos pela massa e muitos outros jovens compositores surgem no cenário para eternizar nosso forró.
No caso dos FILHOS DE VITOR, eles não se rendem a modismo, compõem o forró por pura identificação artística. Produzem um ritmo diferenciado, puro, dançante... o fato é que são talentosos e amam o que fazem, temos em mãos uma banda com grande potencial de crescimento no estilo do bom forró. Esta primeira fase é muito difícil, mais a originalidade e o talento acabam vencendo. Hoje poucas bandas de forró mantém a originalidade, um som diferenciado, boas canções. É nisto que eles se destacam.
É triste ver um show como o de Dominguinhos, Petrúcio Amorim, Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho e de tantos outros, esvasiados, enquanto os shows de Aviões do Forró, Calcinha Preta e outros similares serem disputadíssimos. Devemos primeiramente valorizar o que é nosso, nossas raízes, nossa gente, nossa terra. Vamos acabar com este frenesi histérico por bandas estilizadas, instrumentos eletrificados, enfim, este forró eletrônico produzido principalmente no Ceará e que reinam absolutos no São João do Nordeste.
Vamos dançar um bom forró na voz de Santanna o cantador, Flávio José, Nando Cordel e os Filhos de Vitor.
Vamos reaprender a amar os trios de forró pé de serra formados por sanfona, zabumba e triângulo e pandeiro. Um forró autêntico, sem preâmbulos nem as vulgaridades do duplo sentido pornográfico das bandas eletrônicas (calcinha preta, aviões...), não colaboremos para sepultar nosso forró pé de serra em prol do comercialismo dessas bandas.

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